Pular para o conteúdo principal

Prestes a cair, Mandetta não se arrepende de críticas ao presidente Bolsonaro.



O conflito entre o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) parece ter chegado ao extremo. Até por isso, Mandetta já fala em tom de despedida e avisou familiares que, caso ele deixe a pasta, deve voltar à Campo Grande, sua terra natal.

"Se algo acontecer, voltarei para Campo Grande e ficarei uns dias com vocês", disse Mandetta, no último domingo (12), após entrevista à TV Globo. O ministro afirmou aos parentes que estava bem e reforçou que eles se mantenham em casa para os cuidados de prevenção ao novo coronavírus.

As mensagens que trocou com familiares, divulgadas pelo jornal O Globo, mostram que Mandetta não se arrependeu das declarações fortes que na referida entrevista. O ministro cobrou de Bolsonaro uma “fala única” sobre as medidas de combate à pandemia e criticou pessoas que vão a locais públicos, classificando o comportamento [adotado pelo próprio presidente] como um equívoco.
“Ele está convicto de que está trabalhando com os dados da ciência de modo correto. Se não pode comentar o que pensa que é o correto, o isolamento social, como vai ficar?”afirmou um de seus familiares, segundo O Globo.
Ainda de acordo com o veículo, Mandetta disse que acreditava que o momento da entrevista era um espaço para ajudar a conscientizar a população sobre os riscos do novo coronavírus.
Mandetta também afirmou aos seus familiares que, apesar de Bolsonaro citar sempre o prejuízo à economia, um descuido nas medidas de isolamento pode ser ainda mais prejudicial ao país porque muitas mortes acontecerão e, assim, o processo de retomada da atividade econômica seria ainda mais lento.
Nesta quarta-feira (15), em entrevista à revista Veja, Mandetta admitiu que espera apenas a escolha do substituto pelo presidente para deixar o cargo. Ele disse que está cansado por ter enfrentado uma “batalha” de 60 dias em prol do isolamento social.



Comentários

Mais Lidas

fsadf

A Justiça do Rio Grande do Norte condenou, na quarta-feira (31), o senador Rogério Marinho (PL-RN) à perda do mandato em ação sobre supostos cargos fantasmas na Câmara Municipal de Natal , onde ele foi vereador entre 2001 e 2003 e entre 2005 e 2007. A decisão é do juiz Bruno Montenegro Ribeiro Dantas. Marinho ainda pode recorrer da decisão. Líder da oposição no Senado, Marinho concorreu à Presidência da Casa no início deste ano, recebendo 32 votos, contra 49 de Rodrigo Pacheco (PSD-MG). De acordo com a decisão, Marinho cometeu “exorbitante gravidade na condição de gestor público, sob a confiança da sociedade que o elegeu, inseriu, de forma desleal, no quadro de uma pessoa servidores da Câmara Municipal de Natal, em evidente afronta à legalidade”. “Em linhas gerais, restaram amplamente demonstradas a atuação fraudulenta, dolosa e deliberada, na formatação do famigerado esquema ilícito consistente na inclusão na folha de pagamentos da Câmara Municipal de Natal, de pessoas que não exerc...

Câmara absorve Glauber Braga de cassação e ele mais uma vez chamar Moro de ladrão

Nesta terça-feira 22 a câmara dos deputados absorveu o Deputado Glauber Braga do (PSOL-RJ) por 10 votos a favor de Glauber Braga (PSOL-RJ) e nenhum contrário, o Conselho de Ética da Câmara arquivou nesta terça-feira (22) o processo que pedia a cassação do mandato do deputado federal, por ter chamado o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, de "juiz ladrão". Fonte O Antagonista
Em dezembro, Duvivier havia ironizado o fato de que a ação de Hang já havia sido julgada improcedente em duas ocasiões. "Se perder de novo, Luciano Hang pode pedir música no Fantástico", havia escrito em suas redes sociais. A frase é uma referência ao quadro do programa da Globo, em que jogadores de futebol podem pedir uma canção quando marcam três gols na mesma partida.